
27/10/2006
26/10/2006
Recomeça Sempre...
Recomeça…
Se puderes,
Sem angústia e sem pressa.
E os passos que deres,
Nesse caminho duro
Do futuro,
Dá-os em liberdade.
Enquanto não alcances
Não descanses.
De nenhum fruto queiras só metade.
E, nunca saciado,
Vai colhendo
Ilusões sucessivas no pomar.
Sempre a sonhar
E vendo,
Acordado,
O logro da aventura.
És homem, não te esqueças!
Só é tua a loucura
Onde, com lucidez, te reconheças.
Miguel Torga – “Diário”
Se puderes,
Sem angústia e sem pressa.
E os passos que deres,
Nesse caminho duro
Do futuro,
Dá-os em liberdade.
Enquanto não alcances
Não descanses.
De nenhum fruto queiras só metade.
E, nunca saciado,
Vai colhendo
Ilusões sucessivas no pomar.
Sempre a sonhar
E vendo,
Acordado,
O logro da aventura.
És homem, não te esqueças!
Só é tua a loucura
Onde, com lucidez, te reconheças.
Miguel Torga – “Diário”
A vida...
A vida
É vão o amor, o ódio, ou o desdém
Inútil o desejo ou o sentimento...
Lançar um grande amor aos pés de alguém
O mesmo é que lançar flores ao vento!
Todos somos no mundo "Pedro Sem",
Uma alegria é feita dum tormento,
Um riso é sempre o eco dum lamento,
Sabe-se lá um beijo de onde vem!
A mais nobre ilusão morre... desfaz-se...
Uma saudade morta em nós renasce
Que no mesmo momento é já perdida...
Amar-te a vida inteira eu não podia.
A gente esquece sempre o bem de um dia.
Que queres, meu Amor, se é isto a vida!...
Florbela Espanca
É vão o amor, o ódio, ou o desdém
Inútil o desejo ou o sentimento...
Lançar um grande amor aos pés de alguém
O mesmo é que lançar flores ao vento!
Todos somos no mundo "Pedro Sem",
Uma alegria é feita dum tormento,
Um riso é sempre o eco dum lamento,
Sabe-se lá um beijo de onde vem!
A mais nobre ilusão morre... desfaz-se...
Uma saudade morta em nós renasce
Que no mesmo momento é já perdida...
Amar-te a vida inteira eu não podia.
A gente esquece sempre o bem de um dia.
Que queres, meu Amor, se é isto a vida!...
Florbela Espanca
25/10/2006
Poema da Prosperidade...
Nem a tristeza, nem a desilusão, nem a incerteza, nem a solidão
Nada me impedirá de sorrir. Nem o medo, nem a depressão,
Por mais que sofra meu coração. Nada me impedirá de sonhar.
Nem o desespero, nem a descrença, muito menos o ódio ou alguma ofensa.
Nada me impedirá de viver. Mesmo errando e aprendendo
Tudo me será favorável, para que eu possa sempre evoluir
Preservar, servir, cantar, agradecer, perdoar, recomeçar...
Quero viver o dia de hoje como se fosse o primeiro
Como se fosse o último, como se fosse o único.
Quero viver o momento de agora como se ainda fosse cedo
Como se nunca fosse tarde. Quero manter o otimismo
Conservar o equilíbrio, fortalecer a minha esperança
Recompor minhas energias para prosperar na minha missão
E viver alegre todos os dias. Quero caminhar na certeza de chegar.
Quero buscar na certeza de alcançar, quero saber esperarpara poder realizar os ideais do meu ser.
Enfim,Quero dar o máximo de mim,pra viver intensamente e maravilhosamente
Todos os dias da minha vida.
Carlos Alberto Lemberg
Nada me impedirá de sorrir. Nem o medo, nem a depressão,
Por mais que sofra meu coração. Nada me impedirá de sonhar.
Nem o desespero, nem a descrença, muito menos o ódio ou alguma ofensa.
Nada me impedirá de viver. Mesmo errando e aprendendo
Tudo me será favorável, para que eu possa sempre evoluir
Preservar, servir, cantar, agradecer, perdoar, recomeçar...
Quero viver o dia de hoje como se fosse o primeiro
Como se fosse o último, como se fosse o único.
Quero viver o momento de agora como se ainda fosse cedo
Como se nunca fosse tarde. Quero manter o otimismo
Conservar o equilíbrio, fortalecer a minha esperança
Recompor minhas energias para prosperar na minha missão
E viver alegre todos os dias. Quero caminhar na certeza de chegar.
Quero buscar na certeza de alcançar, quero saber esperarpara poder realizar os ideais do meu ser.
Enfim,Quero dar o máximo de mim,pra viver intensamente e maravilhosamente
Todos os dias da minha vida.
Carlos Alberto Lemberg
23/10/2006
Soneto da Separação...
De repente do riso fez-se o pranto
Silencioso e branco como a bruma
E das bocas unidas fez-se a espuma
E das mãos espalmadas fez-se o espanto
De repente da calma fez-se o vento
Que dos olhos desfez a última chama
E da paixão fez-se o pressentimento
E do momento imóvel fez-se o drama
De repente, não mais que de repente
Fez-se de triste o que se fez amante
E de sozinho o que se fez contente
Fez-se do amigo próximo o distante
Fez-se da vida uma aventura errante
De repente, não mais que de repente.
Vinícius de Moraes.
Silencioso e branco como a bruma
E das bocas unidas fez-se a espuma
E das mãos espalmadas fez-se o espanto
De repente da calma fez-se o vento
Que dos olhos desfez a última chama
E da paixão fez-se o pressentimento
E do momento imóvel fez-se o drama
De repente, não mais que de repente
Fez-se de triste o que se fez amante
E de sozinho o que se fez contente
Fez-se do amigo próximo o distante
Fez-se da vida uma aventura errante
De repente, não mais que de repente.
Vinícius de Moraes.
10/10/2006
Quociente...
"Um Quociente apaixonou-se um dia doidamente por uma Incógnita.
Olhou-a com seu olhar inumerável e viu-a, do Ápice à Base... uma Figura Ímpar;
Olhos rombóides, boca trapezóide, Corpo ortogonal, seios esferóides.
Fez da sua uma vida paralela à dela. Até que se encontraram no Infinito.
"Quem és tu?" indagou ele com ânsia radical. "Sou a soma do quadrado dos catetos.
Mas pode chamar-me Hipotenusa."
E de falarem descobriram que eram o que, em aritmética, corresponde a alma irmãs
Primos-entre-si. E assim se amaram ao quadrado da velocidade da luz.
Numa sexta potenciação traçando ao sabor do momento e da paixão
Rectas, curvas, círculos e linhas sinusoidais.
Escandalizaram os ortodoxos das fórmulas euclidianas
E os exegetas do Universo Finito.
Romperam convenções newtonianas e pitagóricas.
E, enfim, resolveram casar-se.Constituir um lar.
Mais que um lar.Uma Perpendicular.
Convidaram para padrinhos, O Poliedro e a Bissetriz.
E fizeram planos, equações e diagramas para o futuro
Sonhando com uma felicidade Integral E diferencial.
E casaram-se e tiveram uma secante e três cones
Muito engraçadinhos. E foram felizes
Até àquele dia Em que tudo, afinal, se torna monotonia.
Foi então que surgiu O Máximo Divisor Comum...
Frequentador de Círculos Concêntricos. Viciosos.
Ofereceu-lhe, a ela, Uma Grandeza Absoluta, E reduziu-a a um Denominador Comum.
Ele, Quociente, percebeu que com ela não formava mais Um Todo.
Uma Unidade.Era o Triângulo,chamado amoroso.
E desse problema ela era a fracção mais ordinária.
Mas foi então que Einstein descobriu a relatividade.
E tudo que era expúrio passou a ser moralidade
Como aliás, em qualquer sociedade."
Autor Desconhecido
Olhou-a com seu olhar inumerável e viu-a, do Ápice à Base... uma Figura Ímpar;
Olhos rombóides, boca trapezóide, Corpo ortogonal, seios esferóides.
Fez da sua uma vida paralela à dela. Até que se encontraram no Infinito.
"Quem és tu?" indagou ele com ânsia radical. "Sou a soma do quadrado dos catetos.
Mas pode chamar-me Hipotenusa."
E de falarem descobriram que eram o que, em aritmética, corresponde a alma irmãs
Primos-entre-si. E assim se amaram ao quadrado da velocidade da luz.
Numa sexta potenciação traçando ao sabor do momento e da paixão
Rectas, curvas, círculos e linhas sinusoidais.
Escandalizaram os ortodoxos das fórmulas euclidianas
E os exegetas do Universo Finito.
Romperam convenções newtonianas e pitagóricas.
E, enfim, resolveram casar-se.Constituir um lar.
Mais que um lar.Uma Perpendicular.
Convidaram para padrinhos, O Poliedro e a Bissetriz.
E fizeram planos, equações e diagramas para o futuro
Sonhando com uma felicidade Integral E diferencial.
E casaram-se e tiveram uma secante e três cones
Muito engraçadinhos. E foram felizes
Até àquele dia Em que tudo, afinal, se torna monotonia.
Foi então que surgiu O Máximo Divisor Comum...
Frequentador de Círculos Concêntricos. Viciosos.
Ofereceu-lhe, a ela, Uma Grandeza Absoluta, E reduziu-a a um Denominador Comum.
Ele, Quociente, percebeu que com ela não formava mais Um Todo.
Uma Unidade.Era o Triângulo,chamado amoroso.
E desse problema ela era a fracção mais ordinária.
Mas foi então que Einstein descobriu a relatividade.
E tudo que era expúrio passou a ser moralidade
Como aliás, em qualquer sociedade."
Autor Desconhecido
Decepção...
"Hoje eu não vi o dia passar,
passei o tempo todo a tentar disfarçar
a minha imensa vontade de chorar.
Será que alguém me poderia dizer
o que eu tenho que fazer,
para arrancar do meu peito essa louca vontade de morrer!
Eu queria ver o dia amanhecer,
ver o sol nascer,
contigo ao meu lado para me aquecer.
Mas como querer não é poder...
Eu continuo a sofrer.
Caí numa ilusão e magoei o meu coração.
Procurei uma canção,
algo que pudesse descrever a minha decepção,
tentei esconder-me para não te encontrar
tentei esquecer-te para não te amar
Mas foi tudo em vão
pois não encontrei a solução
para curar o meu ferido coração.
Tu mentes-me com os olhos
e enganas melhor com as palavras
Os sonhos são como fadas,
belas e mágicas
E as decepções...
as decepções são como dragões
que cospem fogo nos nossos corações..."
Sandra Bronzina
passei o tempo todo a tentar disfarçar
a minha imensa vontade de chorar.
Será que alguém me poderia dizer
o que eu tenho que fazer,
para arrancar do meu peito essa louca vontade de morrer!
Eu queria ver o dia amanhecer,
ver o sol nascer,
contigo ao meu lado para me aquecer.
Mas como querer não é poder...
Eu continuo a sofrer.
Caí numa ilusão e magoei o meu coração.
Procurei uma canção,
algo que pudesse descrever a minha decepção,
tentei esconder-me para não te encontrar
tentei esquecer-te para não te amar
Mas foi tudo em vão
pois não encontrei a solução
para curar o meu ferido coração.
Tu mentes-me com os olhos
e enganas melhor com as palavras
Os sonhos são como fadas,
belas e mágicas
E as decepções...
as decepções são como dragões
que cospem fogo nos nossos corações..."
Sandra Bronzina
03/10/2006
Solidão...
"A solidão é escura,Negra e sombria,
Uma verdade bem dura,Uma verdade bem fria.
A solidão também mata,Fere, pisa e destrói,
Uma ferida que maltrata,Uma ferida que dói.
É um pensamento que assusta,É um medo que vive,
Uma doença que barafusta,Uma doença que tive...
Tive, tenho e terei...Pois nunca cura haverá,
Dela me escondo e esconderei,Mas sempre (ela) me encontrará.
Quero continuar a viver,A minha vida não é tão má,
Mas ela faz-me morrer,É uma pedra que em mim há.
A solidão é essa pedra,E bem dura, por sinal,
Eu bem a tento destruir,Mas fica sempre igual.
É semelhante a um fracasso,Essa solidão relutante,
Tudo o que fiz e agora faço,É no fim, fracassante...
Tanta tristeza me afunda,No meu pranto de lágrimas mortas,
Deixa em mim essa mágua profunda,De ter fechado todas as portas..."
Autor Desconhecido
Uma verdade bem dura,Uma verdade bem fria.
A solidão também mata,Fere, pisa e destrói,
Uma ferida que maltrata,Uma ferida que dói.
É um pensamento que assusta,É um medo que vive,
Uma doença que barafusta,Uma doença que tive...
Tive, tenho e terei...Pois nunca cura haverá,
Dela me escondo e esconderei,Mas sempre (ela) me encontrará.
Quero continuar a viver,A minha vida não é tão má,
Mas ela faz-me morrer,É uma pedra que em mim há.
A solidão é essa pedra,E bem dura, por sinal,
Eu bem a tento destruir,Mas fica sempre igual.
É semelhante a um fracasso,Essa solidão relutante,
Tudo o que fiz e agora faço,É no fim, fracassante...
Tanta tristeza me afunda,No meu pranto de lágrimas mortas,
Deixa em mim essa mágua profunda,De ter fechado todas as portas..."
Autor Desconhecido
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